olhodiabeticoO uso de medicamentos antiangiogênicos ou anti-VEGF revolucionou a oftalmologia nos últimos anos. O LUCENTIS® (ranibizumabe) e o Avastin® (bevacizumabe) são drogas antiangiogênicas utilizadas no Brasil  atualmente, sendo que a segunda em uso “off label”, ambas as drogas vem mostrando excelentes resultados no tratamento de diversas doenças retinianas.
Os estudos que avaliaram sua eficácia para o tratamento da degeneração de mácula pela idade (DMRI), mostraram que é possível tratar esses pacientes com ganho na acuidade visual.
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo, DRMI atinge, no país, cerca de 10% da população acima de 65 anos. Dentre estes pacientes, 10% desenvolvem a forma úmida ou exsudativa.
Nestes casos, a terapia com antiangiogênicos tem se tornado fundamental para o tratamento da doença. É importante ressaltar que o tratamento ocular quimioterápico não é indicado em casos de DRMI tipo seca (atrófica).

Desde o dia 1º de janeiro de 2012, somente portadores da forma exsudativa de DRMI passaram a ter direito ao tratamento ocular quimioterápico com antiangiogênico bancado por seguradoras e planos de saúde.

O tratamento está incluso no novo Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, determinado pela Resolução Normativa 262 da Agência Nacional da Saúde Suplementar (ANS), que entrou em vigor.
Outra ação inclusa no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, é a Tomografia de Coerência Óptica (OCT), exame para acompanhamento de pacientes em tratamento ocular quimioterápico com antiangiogênico no tratamento da DMRI.
Realizado em centro cirúrgico, o tratamento consiste na aplicação ocular mensal da substância, objetivando a estabilização visual.

Ensaios clínicos demonstraram que a terapia intra-vítrea com aplicação de antiangiogênicos, se procedida corretamente, consegue melhorar a visão central em 34% dos casos e a estabilização em 90% dos pacientes, sendo um método eficaz e altamente seguro.
Outros estudos mais recentes mostraram a eficácia desses medicamentos no tratamento da retinopatia diabética (edema de mácula e proliferação neovascular) e das oclusões venosas.

PRINCIPAIS INDICAÇÕES:

  • Degeneração de mácula pela idade (forma exsudativa).
  • Retinopatia diabética com edema de mácula.
  • Retinopatia diabética com proliferação neovascular.
  • Oclusão da veia retiniana (central ou ramo).
  • Glaucoma Neovascular.
  • Outra causas de edema de mácula.

O procedimento deve ser feito em hospital, centro cirúrgico ambulatorial ou clínica oftalmológica especializada por oftalmologista especialista.

Após anestesia local e medidas de assepsia e anti-sepsia, o medicamento é injetado dentro do olho, no humor vítreo (substância gelatinosa do segmento posterior do olho).

Após o procedimento, o paciente deverá utilizar colírios por alguns dias, para profilaxia contra infecção, apesar de ser rara.

De acordo com a Sociedade de Retina e Vítreo, é importante que o oftalmologista (RETINÓLOGO) que aplicará a droga tenha total segurança quanto à origem e condições de transporte e armazenamento do produto, bem como conhecimento e treinamento específico no diagnóstico e tratamento das doenças de retina e vítreo.
A aplicação apesar de segura envolve riscos como infecções ou toque no cristalino. Por isso, deve ser realizado por um profissional especializado na área de retina e vítreo.
Os antiangiogênicos devem ser administrado em intervalos regulares, a cada quatro a seis semanas, durante um período de tempo necessário para atingir o objetivo do tratamento. Pode haver necessidade de novos tratamentos, conforme a evolução da doença.

AVASTIN®

Avastin® (bevacizumabe) é um anticorpo monoclonal que bloqueia um fator de crescimento denominado “VEGF-A” (fator de crescimento endotelial vascular A).

Avastin® foi inicialmente aprovado pela FDA (órgão americano que regulamenta a liberação de medicações) para o tratamento do câncer colo-retal metastático. O uso de Avastin® em Oftalmologia é denominado “off-label” (fora da bula).
O tratamento de doenças da retina com Avastin® tem mostrado resultados benéficos, com potencial para diminuir a perda visual e, algumas vezes, até mesmo melhorar a visão dos pacientes dependendo do tipo de doença, gravidade e duração dos sintomas.

LUCENTIS®

Lucentis® (ranibizumabe) é um fragmento de anticorpo monoclonal que bloqueia um fator de crescimento denominado “VEGF-A” (fator de crescimento endotelial vascular A).

Lucentis® foi aprovado pelo FDA (órgão americano que regulamenta a liberação de medicações) para o tratamento de Degeneração Macular Relacionada a Idade (DMRI, forma exsudativa) e para o tratamento de oclusões venosas da retina (com edema macular).

A ANVISA (órgão brasileiro que regulamenta a liberação de medicações) já registrou o Lucentis® para o tratamento de DMRI exsudativa.

Tratamento de Degeneração Macular Exsudativa

Lucentis® foi testado em estudos clínicos controlados nos quais foram demonstradas sua segurança e eficácia no tratamento da DMRI exsudativa.
Os estudos clínicos MARINA, ANCHOR e PIER, com mais de 1.300 pacientes com DMRI exsudativa, demonstraram que o tratamento com Lucentis® consegue estabilizar a visão em 90 a 96% dos casos (comparado com 64% na terapia fotodinâmica com verteporfina) e consegue melhorar a visão em 34 a 40% dos casos (comparado com 6% na terapia fotodinâmica com verteporfina).

O tratamento preconizado inclui injeções mensais de Lucentis® durante um ano ou 3 injeções seguidas sendo que as demais são espaçadas de acordo com a resposta clínica. Apesar de menos efetivos, esquemas alternativos com menos injeções de Lucentis® podem ser realizados e demonstraram-se melhores do que a evolução natural da doença.

Tratamento de Oclusões Venosas da Retina

Lucentis® foi testado em estudos clínicos controlados nos quais foram demonstradas sua segurança e eficácia no tratamento de edema macular decorrente de oclusão da veia central e oclusão de ramo venoso da retina.
Os estudos clínicos CRUISE e BRAVO, cada um com mais de 390 pacientes com edema de mácula devido a oclusões venosas da retina, demonstraram que o tratamento com Lucentis® consegue melhorar a visão de maneira significativa em 48 a 61% dos casos (comparado com 17 a 29% nos grupos tratados com placebo).

O tratamento preconizado inclui injeções mensais de Lucentis® por  6 meses.

Tratamento de Outras Doenças da Retina

O uso de Lucentis® em outras doenças, além da DMRI exsudativa e oclusões venosas da retina, é denominado “off-label” nos EUA.

Oftalmologistas têm utilizado Lucentis® “off-label” para o tratamento de outras doenças oculares caracterizadas por:

  • membrana neovascular subretiniana de outras causas,
  • neovascularização intra-ocular, freqüentes na Retinopatia Diabética Proliferativa e nas Oclusões Venosas da Retina;
  • edema macular (inchaço da área central da retina, a mácula), observados na Maculopatia Diabética, e nas Oclusões Venosas da Retina, entre outras.

EYLIA®

Eylia® é o primeiro medicamento da Bayer que este ano completa 150 anos de existência no mundo na área de oftalmologia e já está aprovado em diversos países, incluindo Estados Unidos, Austrália, Colômbia, Suíça, União Europeia, Japão e também o Brasil. O medicamento foi aprovado após a conclusão dos estudos clínicos pivotais VIEW 1 e 2. O primeiro estudo foi realizado na América do Norte (EUA e Canadá) e o segundo na União Europeia, América Latina e Ásia. Ambos os estudos recrutaram mais de 2.400 pacientes avaliando a segurança e a eficácia do aflibercepte no tratamento da degeneração macular relacionada à idade em sua forma úmida. Nestes estudos, todos os braços de aflibercepte atingiram o resultado de não-inferioridade em comparação com o tratamento padrão atual, o ranibizumabe.

EYLIA® É UM MEDICAMENTO BIOLÓGICO

Conhecido como anti-VEGF, Eylia® impede a ligação da proteína VEGF (do inglês: Vascular Endothelial Growth Factor – Fator de Crescimento Vascular Endotelial), aumentada na DMRI, com seu receptor específico, impedindo assim a continuidade da sinalização que promove o crescimento dos novos vasos sanguíneos, provocando a diminuição de fluído e sangramentos. É dessa forma que a terapia melhora a visão de pacientes com DMRI úmida. O medicamento é aplicado por meio de injeção intravítrea e deve ser utilizado uma vez por mês, durante um período inicial de três meses consecutivos. Após essa etapa, as injeções devem ser administradas a cada dois meses, ou conforme orientação do médico, o que representa uma vantagem significativa em relação ao tratamento padrão atual que depende de exames e visitas de acompanhamento todos os meses.